Os planos de Marcus Brandão sofreram um novo abalo com a confirmação, dada por Edinho Silva a Carlos Brandão, de que a cúpula nacional do PT reforçou o veto à candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao Governo. Em reunião ocorrida em Brasília ontem, o presidente da sigla, Edinho Silva, acompanhado da ministra Gleisi Hoffmann, reiterou que o partido considera inviável o apoio ao nome de seu sobrinho para a sucessão estadual.
A mídia ligada ao grupo Sarney destacou o encontro, que não apresentou avanços, evidenciando que o PT nacional mantém a postura de cumprimento do acordo firmado em 2022 - quando o PT indicou o vice-governador Felipe Camarão para a chapa de Carlos Brandão com a confirmação de que o partido comandaria o estado a partir de abril de 2026, com a renúncia de Brandão para concorrer ao Senado.
Diante do impasse criado pelo governador, Edinho insistiu formalmente para que Carlos Brandão deixe o cargo e dispute o Senado Federal, argumentando que essa movimentação é essencial para pacificar a base aliada, hoje fragmentada pela insistência do irmão do governador, Marcus Brandão. Para a cúpula do PT, a saída do governador para o Legislativo Federal e a alternância de nomes no Executivo são os caminhos fundamentais para garantir um palanque forte para o presidente Lula no Maranhão, mantendo a base unida em um dos estados que garante maior quantidade de votos.
Por outro lado, a mídia aliada diz que Carlos Brandão manteve-se irredutível, afirmando que não haverá substituição da candidatura de Orleans Brandão está consolidada dentro do grupo palaciano. Ou seja: continua com o projeto de tom familiar, apesar dos pedidos do presidente Lula enviados por seus principais porta-vozes.
A insistência de Brandão tem afastado cada vez mais o governador do presidente e pode jogar por terra seus planos em um curto espaço de tempo.

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