A política de Timon (MA) entrou de vez em um ciclo de instabilidade após o anúncio do rompimento político do Coronel Schnneyder com o prefeito Rafael Brito. O comunicado, feito de forma pública e cuidadosa, oficializa a saída do grupo de Schnneyder da base governista e marca mais um episódio de desgaste da atual gestão municipal, que já vinha enfrentando críticas e divisões internas desde o início do mandato.
No texto divulgado, Schnneyder afirma que a decisão foi tomada por divergências quanto ao modelo de gestão, prioridades administrativas e condução política do governo, ressaltando que a saída de sua esposa, Dóris Schnneyder, da Secretaria de Trânsito, Transporte e Mobilidade ocorreu sem conflitos pessoais. Nos bastidores, o movimento também é interpretado como o início de um reposicionamento político com foco em 2026, já que o Coronel Schnneyder tem manifestado a intenção de disputar uma vaga de deputado federal.
O rompimento ocorre em um momento em que o prefeito Rafael Brito também reorganiza seu próprio campo político. O gestor tem estimulado a pré-candidatura de sua esposa, a doutora Gisele, a deputada federal.
Além disso, cresce em Timon a percepção de fragmentação da base de apoio do prefeito. Vereadores aliados, embora mantenham discurso público de unidade, demonstram insatisfação nos bastidores, principalmente diante de queixas da população relacionadas a problemas na iluminação pública, no asfaltamento de ruas e na dificuldade de resposta da gestão a demandas básicas da cidade. A classe política local avalia que o governo enfrenta dificuldades de articulação.
Outro fator que alimenta a crise é a intensa movimentação de candidatos e lideranças externas tentando ocupar espaço político em Timon. Nomes como Hélio Lucena, Cláudia Coutinho, Amanda Gentil, Maura Jorge, o filho Ivo Jorge. Essa “invasão” de candidaturas de fora tem gerado desconforto entre aliados mais próximos do governo do governo municipal, que se veem pressionados em meio ao enfraquecimento da coesão política da gestão.
Com o rompimento de Coronel Schnneyder, a crise deixa de ser apenas silenciosa e passa a se manifestar de forma pública, expondo um governo cercado por disputas internas, ambições eleitorais antecipadas e dificuldades administrativas. O episódio reforça a leitura de que a gestão Rafael Brito atravessa um dos seus momentos políticos mais delicados, com impactos diretos no cenário eleitoral que começa a se desenhar em Timon.

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