Candidatura de Felipe Camarão “unifica o partido em torno de estratégia política e eleitoral”, diz ex-secretário petista
Em texto que circulou entre as bases petistas neste fim de semana, o secretário de Direitos Humanos, Francisco Gonçalves, fez uma importante análise de posicionamento da pré candidatura do vice-governador Felipe Camarão.
Para ele, as facções internas que trabalharam contra a pré candidatura do vice-governador terminaram por fortalecer um caminho de mobilização de bases em torno de Felipe. O texto já está caindo a capacidade de imobilização e liderança do vice-governador. Veja o texto na íntegra:
“A sistemática campanha interna de frações partidárias contra Felipe Camarão produziu um efeito contrário ao esperado. Parte da direção do PT se empenhou em carimbar Felipe como “dinista”, como se o adjetivo fosse ofensa; em espalhar a tese de que ele “já estaria com um pé” numa candidatura por outro partido e, de quebra, em empurrá-lo para disputar uma vaga de deputado federal, como se não reunisse condições de mobilizar petismo e lulismo num projeto majoritário de envergadura
Felipe respondeu a tudo isso com serenidade, firmeza e um grau de generosidade que raramente encontra retribuição na política miúda. Manteve a defesa de um projeto político e eleitoral petista, dialogou de modo permanente com a militância, reafirmou o protagonismo do PT no enfrentamento das desigualdades e foi acumulando, no chão do partido, aquilo que nenhuma reunião de cúpula fabrica: lastro político.
O resultado é expressivo e, para alguns, incômodo. Felipe hoje reúne o apoio da maioria dos diretórios municipais do PT. Sendo que não se trata de uma base que de cor única, pois traduz diferenças internas e sotaques políticos diversos, mas converge num ponto decisivo, no caso, unificar o partido em torno de uma estratégia política e eleitoral.
É com esse capital político que Felipe Camarão chega a Brasília. Não chega “convidado”; chega credenciado. E, goste-se ou não, o recado está dado: a base deu o rumo, diante de uma direção estadual incapaz de construir projeto partidário e coesionar a militância em um projeto comum.”

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